Fazem sete dias que completei meus 15 anos. Hoje, faz exatamente um mês desde que meu avô falaceu. Não tive festa de aniversário por isso. Não tenho uma festa de aniversário desde meus 13anos, com a morte de meus pais. Minha familia acabou. Não tenho tutor. Não o desejo. Peço a rainha que me perdoe, mas a partir de hoje abandono a corte e o bom nome da familia Abberline. Hoje vou embora de Londres. Não ignoro minha boa criação, minha infancia feliz. Levo comigo todos os projetos de Sirius Orion Abberline comigo. Sim, meu pai, faço dos teus projetos os meus, e prometo termina-los. Oh, que descanse em paz a bela Emmeline Christine Rivial Abberline, e peço minhas sinceras desculpas em ter falhado com ela, ter ignorado o caminho das artes, dos dotes, dos deveres de uma dama. Mas foi a ciência o meu encanto! Sim, ela! Aquela que acompanhou a vida de cientista do meu pai! Os ramos obscuros que levaram meu avô ao ilusionismo. Sim, aquela que matou meus pais e hoje, torna-se meu objetivo! Longe dos truques de ilusionismo no colégio interno em Praga, longe dos livros que me ocuparam o tempo nos ultimos dois anos, ensinando-me desde a mecanica ao ocultismo. Longe do leito de meu avô, que a idade tirou de mim. Hoje abandono minha vida de encantos e tragedias. Sou mulher feita e devo seguir adiante! No ultimo mês, vendi bens, mantive a casa em Londres por causa de suas lembranças e a vontade de um dia, voltar para cá sem está angustia em meu peito! Vou de para o sul da Inglaterra, e que bons ventos me levem. Com a fortuna de minha familia e os sonhos de meu pai, trago um unico objetivo: Dar continuidade ao que a vida nao permitia aos que amo concluir. Ainda não sei o que fazer, mas na calma do campo encontrarei uma forma de seguir meu caminho. E neste diario, volto a desabafar minhas afliçoes em breve.
Adeus, minha amada Londres!
Mary Rivail Abberline
20 de Junho.
